Bruno Pinheiro é CEO da Piar Comunicação, especializado em comunicação para startups e é assim que ele trabalha.

  • Nome Completo: Bruno Pinheiro
  • Onde vive?: São Paulo-SP
  • Cargo/empresa: CEO da PiaR Comunicação
  • Uma palavra que descreve “como você trabalha”: Reputação
  • Seu smartphone atual: iPhone 6
  • Seu computador/notebook atual: Macbook Air

Antes de mais, conte-nos um pouco sobre o seu passado e como você chegou até onde você está hoje.

Quando comecei a faculdade de jornalismo, tinha o sonho de trabalhar com cobertura de esporte, como acontece com a maioria dos estudantes desse curso. Mas me frustrei com o dia a dia de redação, e me encontrei profissionalmente fazendo assessoria de imprensa. Depois de atender grandes clientes (como Buscapé, CVC, FOX), comecei a trabalhar com startups, em 2009. Desde então, me especializei em processos de comunicação para esse tipo de empresa e tive contato com startups que são exemplos de trabalho com PR, como Evernote, Airbnb e Easy Taxi. Em 2013, depois de perder meu emprego literalmente de uma hora para outra, concluí que estava pronto para empreender e foi em 11 de março de 2013 que a PiaR Comunicação surgiu.

Como é um dia “comum” no seu trabalho?

Não há “dias comuns” para quem trabalha com comunicação. Todos os dias a gente precisa convencer alguém de algo: ou jornalistas de que temos histórias bacanas para contar, ou clientes de que as estratégias que propomos são as mais eficientes. Mas há também bastante produção de texto, análise de mercado, contato diário com todos nossos clientes.

Quais aplicativos, gadgets ou ferramentas que você não pode viver sem?

Hoje, não trabalho sem: WhatsApp, Telegram e as redes sociais.

Como é a configuração do seu espaço de trabalho?

Apesar de acreditar nas propostas modernas de ambientes sem divisões e igualitárias, eu ainda preciso ter um canto, pois escrever requer silêncio e concentração. Mais do que isso: eu falo, todos os dias, com startups que querem saber como a PiaR trabalha e a maioria das informações que me passam são sigilosas. Por isso, meu espaço é minha sala.

Quem são as pessoas que ajudam você a fazer as coisas, e como você confia nelas?

Olha, de uma maneira geral, todas as pessoas que trabalham comigo têm minha confiança, que é algo que você adquire e mantém no dia a dia. É algo intangível, mas sou muito criterioso, uma vez que trabalhamos com reputação de empresas.

Como você acompanha o que você tem que fazer?

Sou analógico nesse quesito. Post-its são meus melhores amigos. Listo tudo o que tenho que resolver no dia em post-its e vou jogando no lixo assim que a demanda é finalizada. Aprendi a me disciplinar dessa maneira e tem funcionado muito bem – não saio da agência enquanto não tiro o post-it da minha frente.

Como você se recarrega? O que você faz quando quer esquecer o trabalho?

Basta chegar em casa e ficar com minha família, esposa e filho. Eles me recarregam naturalmente, são a essência dos meus dias.

O que você está lendo atualmente, ou o que você recomendaria?

Ano passado tinha uma meta de 12 livros lidos. Não bati, mas cheguei perto, com 07 lidos. Esse ano, antes de acabar janeiro, já li dois: A Arte da Guerra e Origem. Mas minha recomendação é de um que li ano passado: O Jardim das Aflições, do Olavo de Carvalho. Um Filósofo controverso, mas que escreve com um senso lógico incomparável, de fato me ensinou a encadear raciocínio e argumentação.

Preencha o espaço em branco: Eu adoraria ver _________ responder essas mesmas perguntas.

Eu adoraria ver o Rafael Ribeiro (diretor da ABStartups) responder essas mesmas perguntas.

Qual é o melhor conselho que você já recebeu?

Do meu pai. Na faculdade, pensando em largar o curso, disse a ele: “Pai, jornalismo não dá dinheiro”. Ele me respondeu: “Quanto você acha que o William Bonner ganha?”. E eu disse: “Não vou chegar ao patamar dele, porque nem sei se quero trabalhar em redação”. O conselho dele foi: “Trabalhe com o que goste, mas se dedique, seja correto, íntegro e honesto que o dinheiro é uma consequência natural para quem tem isso e se propõe a ser o melhor no que faz”.  Sigo isso à risca todos os dias.

Esta entrevista foi editada levemente.

A série Como Eu Trabalho solicita que empreendedores, especialistas e pessoas produtivas compartilhem seus hacks, espaços de trabalho, rotinas e muito mais. Baseado no How I Work do Lifehacker.

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